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Aracruz Celulose

De Wiki Financeiro ADVFN

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Aracruz Celulose S.A. é uma empresa brasileira sediada no município de Aracruz, no Espírito Santo.

Ela é a maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, respondendo por 24% da oferta global do produto. Possui uma unidade fabril de Aracruz, em Guaíba no Rio Grande do Sul e em Eunápolis, na Bahia, sendo esta última uma joint-venture com a empresa sueco-finlandesa Stora Enso, denominada Veracel.

A celulose produzida é destinada à fabricação de papéis de imprimir e escrever, papéis sanitários e papéis especiais de alto valor agregado.

Índice de conteúdo

Histórico

O controle acionário da Aracruz é exercido pelos grupos Safra, Lorentzen e Votorantim, com participação acionária de 28% cada e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com participação de 12,5%. As ações preferenciais da Aracruz (56% do capital), são negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa), Madri (Latibex) e Nova York (NYSE).

A Aracruz é a única empresa do setor florestal no mundo a estar na lista de empresas do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World) 2007/2008, da Bolsa de Valores de Nova York, que destaca as melhores práticas em sustentabilidade corporativa no mundo. O indicador é composto por 318 empresas de 24 países no total, sendo sete delas brasileiras. O DJSI é composto por ações de companhias de sustentabilidade corporativa, ou seja, segundo os critérios daquela instituição, são empresas capazes de criar valor para os acionistas no longo prazo, por conseguirem aproveitar as oportunidades e gerenciar os riscos associados a fatores econômicos, ambientais e sociais.

Estrutura de Operações

A Aracruz Celulose tem uma capacidade nominal de produção, de cerca de 3 milhões de toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto, e está distribuída pelas Unidades Barra do Riacho - ES (2,1 milhões de t), Guaíba - RS (430 mil t) e Veracel - BA (450 mil t, ou metade da capacidade total da unidade).

Em São Paulo-SP está localizado o seu escritório de administração.

No Espírito Santo, seu complexo industrial é constituído de três fábricas de celulose, e um porto privativo especializado, o Portocel, através do qual exporta grande parte da sua produção .

No Rio Grande do Sul, a unidade Guaíba, localizada no município de Guaíba (RS), opera uma fábrica com capacidade nominal de 430 mil toneladas anuais de celulose. A unidade destina parte desse volume à produção de cerca de 50 mil toneladas anuais de papel para imprimir e escrever, basicamente destinadas ao mercado doméstico.

Um terceiro complexo fabril - a Veracel Celulose, com capacidade nominal de 900 mil toneladas anuais de celulose - está situado no município de Eunápolis, no sul da Bahia. Trata-se de uma parceria da Aracruz com o grupo sueco-finlandês Stora Enso, em que cada empresa detém 50% de participação acionária e da produção.

No extremo sul da Bahia, em associação com o grupo Weyerhaeuser dos EUA, a Aracruz produz produtos sólidos de madeira, a partir de seus plantios de eucalipto renováveis, destinados às indústrias de móveis e design de interiores, do Brasil e do exterior.

A Aracruz Celulose conta ainda com escritórios nos Estados Unidos (Miami), Europa (Suíça) e na Ásia (Hong Kong)

Florestas

Suas operações florestais alcançam os Estados do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com aproximadamente 279 mil hectares de plantios renováveis de eucalipto, intercalados com cerca de 154 mil hectares de reservas nativas, dispostos de modo a formar corredores ecológicos, permitindo a preservação e expansão de espécies da fauna e da flora nas regioões onde atua, principalmente as regiões de Mata Atlântica. A empresa afirma manter programas de monitoramento ambiental, de incêndios, relações com vizinhos e vigilância ambiental com o objetivo de proteger seu patrimônio ambiental e apoiar as comunidades localizadas no entorno dos seus plantios.

A empresa também afirma estimular o plantio de eucalipto por terceiros através do Programa Produtor Florestal, que abrange cerca de 88 mil hectares contratados com mais de 3 mil produtores rurais no Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Com esse programa, os produtores fazem plantios de eucalipto consorciados com outras culturas, como plantio de alimentos e criação de animais.

Críticas à empresa

A Aracruz é acusada internacionalmente por ativistas de movimentos sociais e ambientalistas de ocupar terras de povos indígenas e quilombolas. No Espírito Santo, a empresa esteve em longo litígio com os índios tupiniquins e Guarani Mbyá devido à reinvidicação das terras por parte dos índios.

Também é criticada pela poluição das águas e do ar e por supostamente causar poluição devido a dioxinas, material cancerígeno gerado pela produção de celulose, afetando as condições de sobrevivência de grupos tradicionais, como indígenas e quilombolas.

As grandes extensões de terras ocupadas pela empresa nos diversos estados brasileiros estariam colaborando com o êxodo rural e inchaço das favelas. A Aracruz recebe incentivos fiscais dos governos e é acusada de gerar muito menos empregos que as atividades rurais convencionais, que deixam de existir após instaladas as monoculturas estensivas de árvores exóticas, chamadas desertos verdes. O crescimento rápido das espécies plantadas é acusado de exaurir os recursos hídricos e naturais do solo.

Ligações externas

Fontes

Principais empresas da Bovespa