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Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.

De Wiki Financeiro ADVFN

(Redirecionado de Embraer)

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A Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer) é um fabricante de aviões de pequeno e médio porte, para uso na aviação regional, executiva e agrícola, além de caças militares, aviões de sensoriamento remoto e para transporte de autoridades.

É a terceirta maior fabricante de aviões do mundo, ficando atrás da Boeing e da Airbus, e uma das maiores companhias exportadoras do Brasil, em termos de valor absoluto desde 1999 e hoje também, a fabricante de jatos executivos com maior pedidos em carteira.

Sua sede localiza-se na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo e possui diversas outras unidades, inclusive uma na China, a Harbin Embraer.

Índice de conteúdo

Histórico

Formação

Emb 110 Bandeirante - primeiro sucesso em vendas
Emb 110 Bandeirante - primeiro sucesso em vendas

A Embraer nasceu como uma iniciativa do governo brasileiro dentro de um projeto estratégico para implementar a indústria aeronáutica no país, em um contexto de políticas de substituição de importações.

Foi fundada no ano de 1969, e seu primeiro presidente foi o engenheiro Ozires Silva, que havia liderado o desenvolvimento do avião Bandeirante.

Inicialmente, a maior parte de seu quadro de pessoal formou-se pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) do Centro Técnico Aeroespacial (CTA). De certa maneira, a Embraer nasceu dentro do CTA.

No ano de 1980, houve uma fusão com a Indústria Aeronáutica Neiva, que se tornou sua empresa subsidiária.

Durante as décadas de 70 e 80, a Embraer conquistou importante projeção nacional e internacional com os aviões Bandeirante, Xingu e Brasília.

Atualmente a empresa encontra-se em ascendência, com muitos contratos de venda, e expandindo-se não somente em espaço físico, mas também em número de empregados, contando hoje cerca de 20.000 funcionários, dois quais aproximadamente doze mil são diretos e oito mil indiretos.

Cooperação e crise - Década de 1980

Emb 120 Brasília da Delta Airlines
Emb 120 Brasília da Delta Airlines

Ao iniciar uma parceria com a Itália em 1981, foi possível elaborar o caça de ataque ar-terra AMX, considerado um importante salto tecnológico para a elaboração de novos projetos.

Em 1986, Ozires Silva deixa a presidência da empresa para assumir a Petrobras.

Em 1988, deu-se início o desenvolvimento de um avião binacional, que seria projetado e construído tanto pela Embraer como pela Fábrica Militar de Aviones (FMA) da Argentina.

A aeronave teve a designação de CBA-123, sendo CBA a sigla para Cooperação Brasil-Argentina.

Em 1990, seu primeiro protótipo voou, mas devido a seu alto preço e a crise econômica e política da época, a produção foi descontinuada.

Um dado curioso sobre o projeto, é que seus motores foram colocados na parte traseira da fuselagem, com as hélices voltadas para trás.

O final da década de 80 foi marcada por uma grande crise financeira, que abalou a economia do Brasil e atingiu em cheio a Embraer, que quase foi à falência.

Em 1992, Ozires Silva foi convidado a voltar à presidência da empresa e a conduzir seu processo de privatização.

Em 1994, na época do presidente Itamar Franco, a empresa foi leiloada, para depois passar por um longo processo de reestruturação, e apresentar novos projetos que a tornariam uma gigante de setor.

Hoje a empresa é uma das mais importantes blue chips negociadas na Bovespa e distribui dividendos a acionistas minoritários e funcionários.

A Embraer, antes da ser privatizada, sequer figurava entre as empresas com maior valor de mercado e, hoje, é avaliada em R$ 17 bilhões e é hoje também a terceira maior fabricante de jatos do mundo.

Seus novos controladores acionários passaram a ser os fundos de pensão Previ e Sistel (20% cada), a Cia. Bozano, Simonsen (20%), além de um grupo de investidores com participação acionária menor (total de 20%), formados pela Dassault, EADS, Snecma e Thales Group. Desde essa época, seu presidente é o engenheiro Maurício Botelho (até 2007), quando assumiu Frederico Curado.

Crescimento internacional

ERJ 145 da British Airways
ERJ 145 da British Airways

Maurício Botelho foi responsável pela reestruturação da empresa, principalmente no âmbito financeiro. O lançamento do projeto da família ERJ-145, jatos comerciais com capacidade de até 50 passageiros, foi um sucesso de mercado, já atingida a marca de 1000 aeronaves vendidas em 2006.

O passo seguinte foram novos investimentos para a criação da linha de aviões EMBRAER 170/190, uma aposta no mercado de aviões de 70 a 120 lugares, originalmente classificados como E-Jets.Estes são um sucesso com 878 encomendas firmes e 915 intenções de compra.

No entanto, foram logo associados a um novo nicho de mercado, ocupado pelas principais empresas aeronáuticas (Major) e as de baixo-custo e baixa-tarifa (low-cost, low-fare).

Neste segmento, sua atual maior concorrente é a empresa canadense Bombardier com modelos de até 90 lugares. Ela não está tão bem posicionada no mercado, pois seus produtos são versões estendidas das aeronaves de 50 passageiros, tornando-os menos espaçosos.

Em 2000, a empresa lançou ações nas bolsas de valores de Nova Iorque e de São Paulo.

Devido a subsídios adotados pela empresa canadense, o governo brasileiro entrou com um pedido de reparação na Organização Mundial do Comércio. A disputa durou alguns anos, e ambas as partes foram condenadas a adotar novas formas de financiamento aceitas internacionalmente para a venda, fabricação e desenvolvimento de suas aeronaves.

Em 2002, uma joint-venture com a China Aviation Industry Corporation II (AVIC II) criou a Harbin Embraer Aircraft Industry Co. Ltd. (HEAI), possibilitando a construção e venda de aviões ERJ-145 para o mercado da China.

Em 2004, foi criada uma associação com a empresa do ramo de defesa Lockheed Martin para o fornecimento de aviões de sensoriamento remoto com base no ERJ-145 para a marinha e aeronáutica dos Estados Unidos da América. No entanto, este projeto foi suspenso devido ao exército norte-americano ter cancelado o programa em janeiro de 2006.

Em 2005, um consórcio liderado pela Embraer foi declarado o vencedor no processo de privatização da OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal S/A, derrotando o consórcio ítalo-americano composto das companhias Alenia Aeronautica e Lockheed Martin.

No mesmo ano, a empresa iniciou uma ofensiva comercial para ampliar sua participação no mercado de aviões executivos, presente apenas com o Legacy, que tem como plataforma o jato ERJ-135. Para tanto, iniciou uma reestruturação interna nessa área, organizada pelo seu vice-presidente de aviação executiva Luís Carlos Affonso.

Em maio, anunciou o projeto do |Embraer Light Jet e do Embraer Very Light Jet. Juntamente com modelos em tamanho real, seus nomes oficiais foram divulgados durante a National Business Aviation Association (NBAA) em Orlando, EUA, em novembro, como Phenom 300 e Phenom 100, respectivamente.

Em Abril de 2008 a empresa brasileira anunciou aviões intermediários entre Phenom 300 e Legacy 600 o Embraer Mid Light Jet e o Embraer Mid Size Jet.

A intenção é que em um período de dez anos, as vendas deste setor representem 20% das vendas da Embraer. Ademais, segundo Maurício Botelho, a companhia pretende projetar e desenvolver nos próximos anos novos aviões intermediários entre o Phenom 300 e o Legacy.

Em janeiro de 2006, foi anunciado pelo presidente venezuela no Hugo Chávez, o veto dos Estados Unidos à venda de aviões de treinamento Super Tucano à seu país por alegada transferência de tecnologia, pois estes aviões também possuem tecnologia norte-americana em sua aviônica. Pelo mesmo motivo, foi anunciado veto à venda de aeronaves, tanto civis como militares, para o Irã.

Reestruturação societária

Em 20 de janeiro de 2006, a Embraer anunciou um plano de reestruturação societária, segundo a qual o poder decisório será pulverizado entre todos acionistas, pois todos os portadores de ações da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo terão direito a voto. Além disso, o esquema no qual fundos de pensão Previ e Sistel e a Cia. Bozano controlam 60% das ações, desde sua privatização, será desfeito.

Maurício Botelho continuará na presidência do Conselho de Administração da empresa até 2009.

Em 14 de fevereiro de 2007, a empresa EADS vendeu sua participação acionária de 2,12% da Embraer por 124 milhões de euros.

Subsidiárias

  • Indústria Aeronáutica Neiva Ltda., localizada na cidade de Botucatu, no Estado de São Paulo. Fabrica pequenos aviões para uso agrícola, como o EMB-202 Ipanema.

Aviões

Lista com aviões já fabricados, em fabricação ou em desenvolvimento pela Embraer.

Planadores

  • EMB-400 Urupema

Turbohélices

ALX - Super Tucano
ALX - Super Tucano
  • EMB-200 Ipanema
  • EMB-800 Seneca, fabricado sob licença da Piper.
  • EMB-110 Bandeirante
  • EMB-120 Brasília
  • EMB-121 Xingu
  • CBA-123 Vector, projetado em conjunto com a Lockheed Martin Aircraft Argentina SA, o projeto foi descontinuado

Aviões comerciais a jato

Embraer 190 operado pela Régional (Air France)
Embraer 190 operado pela Régional (Air France)

Os aviões a jato da Embraer tem como sigla ERJ, que significa Embraer Regional Jetliners (Jatos Regionais Embraer).

  • ERJ-135
  • ERJ-140
  • ERJ-145

A nova família de aviões, os EMBRAER 170/190, têm como alvo o segmento de mercado voltado às companhias aéreas que necessitam aviões de 70 a 110 passageiros. A antiga designação ERJ foi substituída por EMBRAER para evitar que esses modelos fossem associados apenas à aviação regional.

  • EMBRAER 170
  • EMBRAER 175
  • EMBRAER 190
  • EMBRAER 195

Aviões executivos

Legacy 600
Legacy 600
  • Legacy
  • Phenom 100 Veja o vôo inaugural [1]
  • Phenom 300
  • Lineage 1000

Novos Projetos:

  • Embraer MSJ - Embraer Mid Size Jet
  • Embraer MLJ - Embraer Mid Light Jet

Ambos MSJ e MLJ estão em fase de estudo..

Aviões militares

Caças AMX em formação
Caças AMX em formação
  • AMX
  • EMB-312 Tucano
  • EMB-314 Super Tucano
  • EMB-326 Xavante, avião fabricado sob licença da Aermacchi.
  • EMB-145 AEW&C
  • EMB-145 RS/AGS
  • EMB-145 MP/ASW, construído com a plataforma do ERJ-145.
  • EMB-111 Bandeirante Patrulha, construído com a plataforma do EMB 110 Bandeirante.
  • Mirage 2000 BR, um projeto de construção do caça da Dassault com algumas modificações no Brasil, caso a empresa vencesse a concorrência F-X, extinta em 2005, para a substituição de caças da Força Aérea Brasileira do planalto central (região de Brasília).
  • EMBRAER C-390. Em estudo no departamento de ante-projeto.

Principais empresas concorrentes

  • Bombardier, com seus aviões de médio porte para o mercado de aviação regional.
  • Sukhoi, com seu novo projeto de avião para uso civil, o RRJ, ou Russian Regional Jet.
  • AVIC I,com seu novo avião comercial modelo ARJ21 com capacidade de 70 a 90 passageiros.

Principais clientes

  • África
    • Capital Airlines
  • América do Norte
    • Air Canada
    • American Eagle
    • Atlantic Southeast Airlines
    • Compass Airlines
    • Continental Express
    • ExpressJet
    • US Airways
    • Republic Airways
    • SkyWest
    • JetBlue Airways
  • America do Sul
    • Air Minas
    • America Air
    • Avianca
    • Helicol
    • OceanAir
    • SAM Colombia
    • Vip Equador
    • WebJet Linhas Aéreas
  • Ásia
    • Hong Kong Airways
    • Japan Airlines
    • Saudi Arabian Airlines
    • Royal Jordanian
  • Europa
    • Air France
    • Alitalia
    • British Midland
    • British Regional Airlines
    • Crossair
    • Finnair
    • KLM Exel
    • LOT
    • Luxair
    • Portugália Airlines
    • SWISS
    • TAT

Links externos

Fontes


Principais empresas da Bovespa